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quarta-feira, 11 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Avaliação
Avaliação Institucional e da Aprendizagem
Segundo Sandra M. Zakia a avaliação da aprendizagem vem sendo realizada através de um processo de sistematização de análise da organização escolar dos vários seguimentos e dimensões de um modo informal. Da mesma forma, em que considera a necessidade de ampliação da própria abrangência da avaliação escolar, considera que o entendimento do aluno seja analisado de modo contextualizado.
Nesse sentido, reflete sobre a importância de uma avaliação geral da instituição escolar em sua totalidade. A avaliação não pode ser pensada como um modelo único, para a autora a avaliação constitui-se em um processo de busca de compreensão da realidade escolar, com a finalidade de subsidiar as tomadas de decisões quanto ao direcionamento das intervenções, visando aprimoramento do trabalho escolar.
A avaliação deve ser entendida como a confirmação da aplicabilidade do projeto educativo e dos esquemas didáticos empreendidos para a consecução das metas propostas. Portanto, o professor deve buscar entendê-la como um instrumento de investigação didática que, a partir da identificação, da coleta e do tratamento dos dados, permite a ele a comprovação das hipóteses de ação, com a finalidade de apurá-las e introduzir as modificações pertinentes. Deve a avaliação propiciar retroalimentação a todo o processo didático.
Na avaliação informal, a aprendizagem vai sendo processada através das práticas, adquirindo conhecimentos do tipo horizontal, no cotidiano.
Nesse paradigma o avaliador assume o papel de coordenador dos trabalhos avaliativos e de um orientador dessas ações. Sua função básica consiste em promover situações e/ou propor uma tarefa que favoreça o diálogo, a discussão, a busca e análise crítica sobre o funcionamento real de um programa. Sua ação seguinte é a de estimular a iniciativa do grupo na reformulação e recondução do programa.
(SAUL, 2000, p. 63)
Para que a instituição escolar possa superar os desafios do processo avaliativo, é importante o aperfeiçoamento das ações no sentido democrático, em que os integrantes sejam capazes de assumir o processo de transformação da educação escolar, abrangente no sentido de que todos os envolvidos no processo sejam avaliados, além das propostas construídas, o processo de ensino; as condições; as dinâmicas; as relações de trabalho; o exercício físico e materiais utilizados em cada etapa de desenvolvimento. Da mesma forma que seja participativa tenha a cooperação de todos, seja contínua, considerando uma prática dinâmica de investigação, organização de seu próprio controle nos processos realizados para os reajustes necessários. Além disso, o processo de avaliação institucional deve adotar diretrizes orientadoras do trabalho, que possam ser tomadas como parâmetros de ensino de qualidade para todos.
A instituição escolar segundo Souza tem autonomia para organizar e desenvolver a avaliação institucional na perspectiva democrática, partindo do planejamento participativo, considerando aspectos que são mediadores do processo pedagógico. A avaliação institucional é parte do processo da gestão escolar que permite a ampliação do controle social, implicando as possibilidades de incremento da qualidade do ensino.
Considerando o contexto educacional, é possível tornar a avaliação instrumento de articulação e dinamização do trabalho pedagógico na escola. Partindo do elemento de construção de um diagnóstico da realidade educacional e escolar, sustentado no processo qualificado de tomada de decisão, de planejamento das ações, ancorada no princípio e no método democrático que sustenta a gestão da rede do sistema de ensino e a gestão da escola. Tornando a avaliação um instrumento de acompanhamento de processo de realização da função social da escola. Todo processo de avaliação está diretamente relacionado à qualidade da escola oferecida, avaliar para redirecionar o processo, para intervir nas condições de qualidade oferecida a professores e alunos na construção de trabalho pedagógico.
A avaliação é também um instrumento excelente para que a instituição tenha fundamentos para estabelecer suas premissas para o trabalho na educação, identificando pontos que precisem de mais atenção e dar nova orientação a prática, determinando o que avaliar, quando e como em sintonia com os modelos educativos que seleciona. A fim de que se constitua em um instrumento direcionado para orientar a prática da educação, a avaliação precisa dar-se de maneira sistemática e de forma continuada, buscando como alvo principal a melhora da prática educativa.
A avaliação escolar está presente na vida de todos aqueles que, de alguma maneira estão comprometidos com as práticas educativas. Assim, pois, educadores, educandos, administradores, estão envolvidos com esse fenômeno, que ocupa, cada vez, mais espaço nas preocupações educativas e pedagógicas. A atuação da avaliação não pode se limitar apenas na relação ensino-aprendizagem que transcorre na sala de aula. A avaliação deve ser um mecanismo de evolução, tanto na aprendizagem dos alunos, quanto na aplicação pedagógica do professor.
Para tanto, o importante nesse processo de construção de conhecimentos é mais que obter nota para classificação, considerando que a educação é desenvolvimento de potencialidades e apropriação do saber. Compreende-se que, a complexidade de uma avaliação integra o sistema educacional de uma sociedade, que diretamente é responsável pela produção e reprodução de cidadãos capazes ou não de atender as expectativas direcionadas ao mercado de trabalho.
As formas avaliativas existentes nos sistemas educacionais atingem uma amplitude de conhecimentos, consideráveis a formação cidadã integrada mais diretamente, ao que o individuo sabe e o que faz com o que sabe e também a competência desenvolvida.
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